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Pura Elegância - Capítulo 07

  • 23 de abr. de 2024
  • 5 min de leitura



CAPÍTULO 7


A prisão de Guilhermo ganhou repercussão internacional. O empresário foi destaque no El País, Forbes, a imprensa brasileira detonou o argentino em peso e a economia oscilou. A moeda real despencou e o dólar disparou. Em Brasília, o presidente da República ficou indignado e repudiou a atitude de Guilhermo. A câmara dos deputados teve discussão mútua. A situação está sendo alarmante. 


Cena 1: 42ª Delegacia Policial. Recreio dos Bandeirantes. Interior: Início da Tarde


O delegado César confronta e debocha da prisão de Guilhermo

Delegado César – Guilhermo, o empresário do momento sendo preso. Uma hora ou outra, isso iria acontecer.


Guilhermo – Está debochando da minha prisão?


Delegado César – Eu? Que nada, apenas estou destacando o que a imprensa está dizendo. Esse dossiê feito pela Marcella foi a cereja do bolo, para te pegar no pulo.


Guilhermo – Vagabunda, piranha!


Delegado César – Pois é amigo, a vagabunda fez você vir parar aqui. Ela conseguiu ser tão esperta quanto você.


Guilhermo –  Não vou ficar aqui por muito tempo, preciso falar com meus advogados (...)


Delegado César – Advogados? Que advogados? A sua assessoria emitiu uma nota que foi demitido os seus advogados. Agora querido, você que lute para sobreviver numa cela comum. Podem levar ele.


Guilhermo – Me soltem, isso não vai ficar assim – grita exaltado

Delegado César gargalha da cara de Guilhermo e lança um dardo na foto do empresário e diz:

Delegado César – Game over, parceiro. 


Cena 2: Vila Paraíso. Praça. Exterior: Tarde


Após ficar só, Aline senta do lado de Marcelo e os dois começam a conversar.


Aline – O que um menino bonito faz sozinho? 


Marcelo – Eu bonito? Bonito são seus olhos. Qual é o seu nome?


Aline – Aline Pedrosa, sou garçonete do Bar do Contente.


Marcelo – Ah sei quem é, prazer, sou Marcelo Soares, moro ali no condomínio 22 de novembro (...)


Aline – Você é irmão daquela bonitona Charlene, tu tem sorte hein?


Marcelo – Minha irmã é um amor, mas me fala um pouco sobre você, do que você gosta?


Aline – Gosto de música clássica, faço balé, natação e caminhada na orla de Copacabana.


Marcelo – Que legal, vamos marcar um dia para sair?


Aline – Claro que sim, será uma honra conhecer um pouco mais sobre você.


Marcelo e Aline conversam e trocam contatos


Cena 3: Vila Paraíso. Mansão abandonada. Interior: Tarde


Na mansão abandonada, Angélica desabafa com Sílvia sobre o roubo em sua residência.


Angélica – Os bandidos fizeram uma limpa aqui, pegaram alguns pertences. Sofro.


Sílvia – Ih amiga, fica tranquila, você pode comprar coisas novas, sua mansão precisa de uma reforma, visual novo.


Angélica – Com o dinheiro que recebo das quentinhas, vai tudo para impostos e contas básicas. Não sobra nada.


Sílvia – Se eu tivesse um espaço, te ajudaria abrindo um restaurante popular.


Angélica – É o meu sonho, os moradores de rua se sentiriam privilegiados, mas não posso fazer muita coisa. 


Sílvia – Te compreendo, mas você há de se reerguer, afinal, você é uma mulher guerreira.


Angélica – Muito obrigada Sílvia, vai querer um café?


Sílvia – Claro, vamos fazer um cafezinho básico.


Angélica e Sílvia preparam o café da tarde.


Cena 4: Apartamento Soft Gold. Copacabana. Sala. Interior: Tarde 


Murilo repercute a prisão de Guilhermo com Luciano.


Murilo – É, não esperava que Guilhermo fosse um bandidão de primeiro escalão.


Luciano – E ainda dizem que só se encontra bandido na comunidade, vai em Brasília, lá é prova que bandido não precisa andar armado, mas também, engravatado e todo trabalhado no luxo e na postura.


Murilo – Pois é, mas não esperava muito do Guilhermo, sempre refinado, cult, intelectual (...)


Luciano – Esse velho ai é lobo em pele de cordeiro, imagina se ele tivesse feito investimentos lá na Vintage L’amour?


Murilo – Ai seria o escândalo da década, minha mãe iria ser muito louca em receber esse dinheiro. 

 

Luciano – O que o dinheiro não faz?


Murilo – Opa, mais informações atualizadas do caso Guilhermo.


Luciano e Murilo acompanham a repercussão internacional sobre o caso Guilhermo.


Cena 5: Vintage L’amour. Barra da Tijuca. Sala dos funcionários. Interior: Tarde


Ferdinanndy reclama das imposições de Edna como Francyanne.


Ferdinanndy – Não acredito que essa mocreia, vai nos segurar até nove horas da noite. Vou perder Meus Dois Amores que está imperdível, e ainda, me encontraria com o meu namorado.


Francyanne – Ultimamente você tem andado insuportável. Diga graças a Deus, que você não está na fila do desemprego.


Ferdinanndy – A questão não é está insuportável, por causa do mau comportamento de uns, todos os funcionários pagam o pato. 


Francyanne – Se não fosse aquele ataque da Charlene, isso não aconteceria.


Ferdinanndy – Aquela brega deveria ser punida. Palhaça!


Francyanne fica sozinha e Ferdinanndy deixa a sala dos funcionários.


Cena: 6: Vintage L’amour. Barra da Tijuca. Sala da presidência. Interior: Tarde


Após discutir com Marcella na mansão, Edna tem uma conversa séria com Charlene na Vintage L’amour.


Edna – Passei maior vergonha semana passada por sua causa. Os pintores ficaram totalmente constrangidos com seu comportamento nenhum pouco ortodoxo como funcionária.


Charlene – Eu apenas debati com classe com a senhora, sobre a história dos pintores renomados.


Edna – Classe é uma coisa que você não tem, e outra, não se esqueça que aqui, sou sua empregadora e você a minha empregada. Portanto, exijo respeito e disciplina. 


Charlene – Eu faço todo o meu esforço para te agradar, mas você faz pouco. 


Edna – Faço pouco caso, porque é inútil. Eu gosto de um trabalho completo detalhado. 


Charlene – Pode deixar que farei um trabalho com qualidade.


Edna – Eu espero muito isso da sua parte, não faz mais que a sua obrigação. Ah, e amanhã venha com uma vestimenta melhor, ainda está brega.


Charlene deixa a sala da presidência e Edna abre o jornal e lamenta a prisão de Guilhermo.


Cena 7: Mansão dos Marcondes Albuquerque. Barra da Tijuca. Sala. Interior: Tarde


Aproveitando a saída de Joseph, Bruno invade a mansão e acerta as contas com Marcella.


Bruno – Que história é essa de subir a favela para ir ao baile funk?


Marcella – E eu por acaso te devo satisfações?


Bruno – Deve sim, você é minha noiva, se esqueceu?


Marcella – Então, termino nosso noivado aqui.


Bruno – Você não vai terminar nada, nosso noivado só vai acabar quando eu quiser!


Marcella – Veremos então!


Marcella vai ao jardim e joga o anel de noivado na piscina. Com ódio, Bruno agride Marcella e os dois trocam socos.


Bruno – Vagabunda! – GRITA


Marcella – Frouxo, otário 

Jonas vê a cena, separa a briga e Bruno vai embora com ódio de Marcella.


Cena 8: Praia de Copacabana. Quiosque. Exterior: Tarde


Alexandre conversa com Fred, dono do Quiosque Mais Refresco.


Alexandre – Esse calor que faz no Rio, só Jesus na causa.


Fred – Todo verão é isso ai. Calor de quarenta graus.


Alexandre – Uma das melhores coisas do Rio é caminhar admirando essa beleza do Rio.


Fred – Eu trabalho aqui há mais de trinta e cinco anos, e não canso de admirar a beleza do Rio.


Alexandre – Quanto é a água de coco? Gostei e vou indicar aos amigos. Muito bom.


Fred – Precisa pagar não, fica por conta da casa.


Alexandre agradece Fred e esbarra em Helena que diz:


Helena – Precisamos conversar urgentemente.


Alexandre fica com o semblante sério.


Fim do Capítulo.




 
 
 

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